De missão em missão

Eu não sei pq razão universal, desde nova me interessava por tópicos tratando da humanidade e seus mistérios. Gostava de ler sobre como civilizações inteiras aparecem e desaparecem, sobre como usar as forças da natureza de maneira harmônica, sobre karma, etc. Tinha uma propensão inata a questões de justiça. Sempre gostei de ajudar as pessoas. Desde nova escutava Bob Marley com meu pai. E aquelas palavras. Aqueles chamados para a pacificação da existência terrena, sempre tiveram tanto significado para mim… Sempre gostei de gente. Em geral tinha convivência harmoniosa com todo tipo de gente. As mais e menos queridas por meus amigos e parentes. Enfim, fiz toda essa reflexão para não explicar o porquê de eu sempre querer trabalhar com algo que contribuísse para melhorar a condição de vida da humanidade. Sem saber muito bem o quê. Daí fui levando… fui fazendo o que deveria fazer… estudando, passando no vestibular, me formando, indo trabalhar… até que vi o documentário do Cradle to Cradle… e bum!! Td fez sentido. Uma existência sem geração de lixo seria a solução para a humanidade. E larguei o trabalho. Fui fazer mestrado e doutorado para trabalhar com fechamento de ciclo. Ou seja, ajudar a humanidade a não gerar mais lixo. E isso, em minha visão era o máximo.  Até que a questão racial bateu na minha porta. E, com isso, a paixão pelo fechamento de ciclo foi um pouco arrefecida. De todo modo, ainda sigo nessa jornada no doutorado. Ainda mais arrefecido. rsrs

Só mais recentemente, depois de aceitar o meu chamado para um mergulho em mim mesma. Depois de ter parado de consumir produtos de origem animal. Depois de estar meditando regularmente. Depois de escutar Bayyinah Bello, Ralph Smart, Prince, Teal Scott. Depois de fazer coaching com a meta de me tornar inteira para ter a vida que eu desejo… depois de fazer um retiro nas alturas indo e voltando de Amsterdam para Nova Iorque num mesmo dia… enfim… Depois de muito experienciar e questionar essa existência… Hoje eu penso que nenhuma solução faz sentido enquanto vivermos na ilusão da separação e da competição. E do tempo. Enquanto cada um de nós não tivermos em paz com nós mesmos, não veremos paz fora de nós. Isso vem com autoatenção, autoaceitação, autoobservação, meditação, autoconhecimento. Vem com educação para o fechamento do ciclo interno. A gente quer fazer tudo externamente. Fechar levar saúde e sustentabilidade para o mundo externo, mas o nosso corpo não está nem saudável nem sustentável. E o princípio do espelhamento é universal. O mundo externo é um espelho do interno. Então, agora faz parte de meu propósito, ajudar as pessoas a se conhecerem. A se aceitarem. É um processo. Contínuo. E muitas vezes chatinho de seguir. Mas é o caminho. Cada um de nós somos um microuniverso, espelhando o macrouniverso. E o mundo que experimentamos fora é um espelho do que levamos dentro. Por isso, cuidemo-nos, conheçamo-nos, transformemo-nos. E o mundo se transformará.

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