MiniFlashBack – O que eu poderia ter feito com o projeto da Capes

No final de 2013, diante da negativa da orientadora com relacao ao projeto aprovado pela Capes, ao inves de ter assumido o papel de vitima das circunstancias, ao inves de ter desistido do projeto como se aquela fosse a unica possibilidade de te-lo implementado, ao inves de ter corrido o mundo para buscar algum orientador(a) disposto(a) a me orientar, eu poderia ter ido lah em Campos apresentar o projeto na prefeitura. Poderia ter ido na Firjan para apresentar o projeto e ver possibilidades de financiamento. Poderia ter ido para outro programa, outro departamento, mostrar o projeto e ver se algum(a) outro(a) professor(a) estaria disposto(a) a me orientar. Enfim, eu tinha infinitas possibilidades. Mas escohir o lugar do vitimismo. Escolhi o lugar de vitima do racismo. Escolhi o lugar de produto da realidade ao inves do de criadora de minha realidade.

E fiquei ruminando isso por anos. Ate hoje. Remoendo. Usando esse fato como um alento interno de que eu nao pude fazer mais porque o projeto nao foi aprovado e bla bla bla.

Sentando em cima dos meus louros de ter tido esse projeto aprovado, mas que nao pode ser implementado porque …bla bla bla…

Tinham mil e uma maneiras de esse projeto ter sido implementado independentemente da vontade da orientadora. A ideia de que fui vitima de racismo eh uma maldicao. Eu me deixei ser vitima da minha propria crenca limitante de que eu poderia ser atingida pelo racismo alheio. Quando na realidade eu posso escolher se isso vai me afetar ou nao. O importante eh o que eu levo dentro.

Eu nao sou vitima. E eu noa tenho de gastar minhas energias para reclamar ou lutar contra ninguem.

Naquela epoca, eu pensei ate em desistir do doutorado. (o que nao foi uma ma ideia rsrs) Mas os Seres de Luz que me circundam me advertiram para eu nao faze-lo. Ai eu nao o fiz. E hoje eu sei – nao sinto mas sei – que nasci para ser doutora. Nasci para investigar.  Parece que todo um caminho esta se iluminando agora. Estou na onda da superacao do vitimismo (numa analogia aos ciclos da vida descritos por Lauryn Hill). Nesse ciclo o meu nivel master eh superar o vitimisto. Superar a ideia de que a vida acontece comigo. E me apropriar profundamente da idea de que a via eh um eco de minhas acoes, pensamentos e sentimentos. Eh um produto de minhas acoes, pensamentos e sentimos. Eu sou responsavel por tudo o que eu experiencio. Eh isso.

  • A desistencia do projeto
  • A co-primeira autoria do primeiro paper (porque eu bati o pe, senao eu passaria a segundo autor)
  • A minha ausencia do paper sobre trabalho que dei duro em Barcelona

Nesse ponto eu jah comecei a me questionar o que eh que eu tinha de aprender a partir dessas experiencias. Mas ainda veio mais.

  • O cancelamento da minha bolsa de doutorado no Brasil. The current challenge.

Yeah. Now yeah. I am here in The Netherlands. But by the time I come back to Brazil I won`t have my scholarship.

Voltando para o portugues. Sao 4 anos de desafios que nao imaginava que ia passar um dia. Minha vida era soh crescente e, de repente, vieram os altos e baixos.

Entao, vamos lah imaginar o que posso fazer para  isso me afetar positivamente?

Estou me imaginando agora no futuo e olhando para a situacao atual. Quais seriam as minhas possibilidades? Eu nao quero novamente olhar para essa situacao e pensar que eu poderia ter feito isso, isso , isso e aquilo e que escolhi ser vitima das circunstancias mais uma vez.

Mas a pergunta-chave eh: O que eu quero?? O que eu quero da vida? O que eu quero profundamente e que nada nem ninguem pode me parar? Se eu deixei que me parassem eh porque eu nao queria aquilo o suficiente.

Esse eh o segunod aprendizado. Nao eh de fora para dentro, mas sim de dentro para fora. Eu busco e realizo porque eh para mim.E nao para os outros.

Vivendo meu sonho no presente: Eu tenho AU-TO-NO-MIA. Eu posso ir e vir de qualquer lugar para qualquer lugar a qualquer hora e a qualquer momento. Eu promovo autonomia e liberdade para as pessoas no mundo todo.

E o doutorado na fila do pao?

Advertisements

3 thoughts on “MiniFlashBack – O que eu poderia ter feito com o projeto da Capes

  1. Muito bom texto de novo, viqui!!! Amo ler seus textos.
    Bonita reflexão, Eu estava pensando em algo semelhante outro dia… parece que até um certo ponto tudo vem caminhando muito bem, mas depois, não há sempre a garantia de que as coisas sejam assim. Aí é aquela pedrada na cabeça… cair na realidade, respirar e pensar o que fazer. E quando se está em caminhos de autonomia, acredito que o risco de algo sair fora do planejado aumenta. Acho que pra se fazer o que se ama, o que nascemos para fazer, tem que ter mesmo muita coragem. É aprender que “não” é uma resposta possível de acontecer (mesmo dentro dos percorridos mais brilhantes). O não é o risco que tomamos por sermos criativos. Não é necessariamente uma porta que se fecha, mas uma postura diante da vida.

    Liked by 1 person

      • eu tenho aprendido que no caso dos criativos o “não” é uma constante. você aprende a criar e fazer coisas diferentes tentando… e, consequentemente, os “nãos” aparecem. fazem parte do processo…

        Like

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s