A minha visão

Qual a realidade que estou construindo?

Eu iniciei essa jornada (a busca pelo meu proposito) mexida com o trabalho do William McDonough e do Michael Braungart. Eles me inspiraram a pedir demissao da Braskem e comecar o mestrado em Planejamento Energetico. Isso porque, naqueles idos de 2009, na minha cabeca, o principal problema da humanidade era a poluicao ambiental. Era a escassez de recursos advinda de um modelo de producao e consumo linear. Isso era o que me movia. Mas hoje nem tanto…

Naquela epoca, ter conhecido o Cradle to Cradle (C2C) foi como se eu finalmente tivesse encontrado minha missao. Minha razao de ser no mundo. Queria trabalhar para extinguir o conceito de lixo no mundo. E foi o que eu busquei a partir de entao.

Durante o mestrado eu nao consegui (da maneira que penso hj eu diria que nao tentei o bastante, mas td bem) atacar esse tema diretamente. Ele acabou sendo um elemento marginal de minha pesquisa. Que centrou na valaiacao de disponibilidade de materia-prima para o novo conceito de agro-industria chamado biorrefinaria. Sim, ja que nao concegui centrar a pesquisa no no campo da Ecologia Industrial, eu quis trabalhar com quimica verde e bioecnomia.

Tudo certo. Eu fiz um otimo trabalho de mestrado e so consigo reconhecer isso hoje. Por um bom tempo eu fiquei achando meu trabalho mediocre. Mas essa e uma outra historia.

No doutorado eu finalmente atacaria a questao que sempre me moveu de maneira tao apaixonada. A questao dos residuos. A poluicao ambiental e como ela cria condicoes de vida degradante para as populacoes mais vulneraveis. Finalmente eu trabalharia diretamente com Ecologia Industrial. Ieiiiiiii (naquela epoca).

E hoje o que eu tenho? Uma paixao pelo autoconhecimento. Pelo alinhamento com meu real proposito.

Esse doutorado me proporcionou uma revolucao interna. EQuantas coisas aconteceram… e ele ainda nao terminou!!

Foram muitos desafios… mas muitissimos aprendizados.

Sinceramente, ja nao sou mais tao apaixonada por nada. Hesitei em escrever isso. Mas e como eu me sinto. Sem grandes paixoes alem do desejo incontido de me encontrar em mim. De me escutar. De dar vazao ao que ocorre dentro de mim.

Eu preciso racionalizar para continuar o doutorado. Tipo ficar me lembrando racionalmente o porque de faze-lo. Porque a vontade nao vem institivamente. Nao mais. Atualmente, ele e uma obrigacao apenas. E falo e reconheco isso sem medo.

Qual eh entao minha visao? O que me move hoje? <sim, descobri tb que sonhos e visoes podem mudar com o tempo> E a minha mudou com certeza.

Continuo o doutorado e as obrigacoes <que meu autoimponho> decorrentes dele, porque ainda vibro na escassez. Pq ainda acredito que soh terei uma vida segura com esse titulo. Porque acredito que com o titulo de doutorado eu terei mais portas abertas do que sem ele. E isso que sinto.

Vibrando na abundancia, eu ja teria largado isso ha um bom tempo. Ou pelo menos teria dado um tempo para recolocar os pensamentos e sentimentos em ordem.

A academia, e com ela o doutorado, e uma instituicao focada na autoreproducao do proprio prestigio. E um titulo que te coloca automaticamente em um pedestal sem muita razao de ser. A pessoa faz o doutorado e nao sabe sequer bater uma laje. Nao sabe plantar o proprio alimento. Sao anos e anos dedicados a uma pesquisa que, ao inves de proporcionar autonomia, proporciona mais dependencia e vulnerabilidade aos ires e vires das instituicoes (eu vi ha poucos dias uma reportagem de uma pos-doc se manifestando por causa do atraso de sua bolsa entregando curriculo nas sinaleiras. Eu senti vergonha. De verdade. Nao pela pessoa em si. Mas pela incapacidade ou falta de formacao para construir a propria prosperidade. Eu estou lutando contra isso dentro de mim. Nao quero depender da benfeitoria do Estado. Construir a propria independencia financeira e mandatorio). “We have to take care of ourselves” disse autor daquele livro maravilhoso “The mis-education of the negro”.

O movimento de startups e spinoffs e um alento. Mas ainda e irrisorio.

A minha visao atual entao e contruir a minha propria realidade. Vivemos num mundo de ilusao e eu nao quero corroborar com ela. Nao quero viver de faz de conta. Como fazer entao? Alguem falou um dia que o caminho se controi caminhando. Entao simbora.

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